quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bem-aventurados os humildes


“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.” (II Corintios 4:7)


É impressionante como nós, meros mortais, somos iludidos e seduzidos tão facilmente por aplausos e holofotes. Infelizmente, o evangelho que têm se pregado por aí contribui grandemente para isso. Talvez se Carl Marx vivesse nos dias de hoje, ele não diria que a religião é o ópio do povo, afinal o ópio é uma droga que anestesia e relaxa a mente, e hoje em dia, infelizmente vemos, em alguns casos, sendo pregada uma religião que procura excitar e produzir sensações de poder mais parecidas com a da cocaína.

Esse desejo de auto-exaltação talvez seja um dos sentimentos ruins mais antigos que se tem idéia. Vale a pena lembrar que esse foi o motivo da queda de lúcifer(Isaías 14:13, 14), ele queria ser igual a Deus, desejou ocupar um lugar especial entre os outros anjos, e o pior foi que, a terça parte desses anjos compartilhavam dos mesmos sentimentos que ele (Apocalipse 12:3,4). Cobiça, ambição, o desejo de sermos notados, são sentimentos lamentáveis, eles se escondem dentro de nós e quando percebemos já estamos dominados por eles. Na passagem bíblica acima, Paulo exorta a igreja de Corinto sobre a nossa posição diante da grandeza de Deus. Nós somos vasos de barro, e não existe glamour em um vaso de barro, mas somos responsáveis por carregar algo precioso, um verdadeiro tesouro, que é a mensagem de Cristo, precisamos nos lembrar constantemente disso para que não confundamos os papéis.

Por vezes, um simples elogio ou alguns aplausos são o suficiente para acharmos que somos mais importantes do que a mensagem que carregamos conosco. Max Lucado em seu livro “Isto não é pra mim”, compara, com muita sabedoria, o nosso papel como cristãos, ao de um guia de um museu de arte que tem a função de levar as pessoas até os quadros, responder suas perguntas e sair do caminho para que todos vejam e admirem a beleza das obras. Assim é o nosso papel, fomos encarregados de apresentarmos a mensagem do evangelho, tentar chamar mais a atenção do que esta mensagem seria como querer receber os créditos por uma obra que não é nossa.

Quando na cruz Jesus disse “está consumado”, Ele estava dando o último toque à sua grandiosa obra – a nossa salvação - . Esta é uma obra sem falhas e não precisa de nenhum retoque nosso. Precisamos apresenta-la com sinceridade e integridade para que as pessoas possam contemplar sua beleza. É tudo sobre ELE e não sobre nós.


"É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30)

0 comentários:

Postar um comentário

 
;